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quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Beber ou não beber leite?



O leite já foi tido como indispensável na alimentação, mas hoje é motivo
de dúvida


O que é intolerância à lactose?
A estimativa é de que 60% da população mundial tenha algum grau de intolerância ao leite – problema mais comum ligado à bebida. “Tudo começaria por volta dos 5 anos, quando, geralmente, o organismo humano diminue a produção de lactase, enzima responsável pela digestão da lactose, o açúcar do leite”, diz a nutricionista Vanderlí Marchiori, fitoterapeuta, especialista em alimentação funcional e colaboradora do Conselho Regional de Nutrição, em São Paulo. A reação não é percebida sempre. Muita gente só descobre a intolerância mais tarde, quando deixa o alimento de lado e nota que a saúde e a pele melhoram. Quando não é digerida, a lactose passa por um processo de fermentação no intestino e se transforma em “comida” para fungos e outros microrganismos típicos da flora intestinal, que se multiplicam causando doenças e deixando as bactérias do bem, como os lactobacilos, em desvantagem. Quando isso acontece, o corpo dá sinais: intestino preso, dores abdominais, flatulência, dores de cabeça e dermatite atópia – uma alergia de pele que provoca manchas avermelhadas e coceira. Como as vitaminas e outros nutrientes essenciais dependem de um intestino sadio para ser absorvidos, o bom funcionamento do organismo como um todo acaba sendo afetado.

A nutricionista Maria Luiza Ctenas, de São Paulo, considera toda essa argumentação exagerada e afirma que há inúmeros estudos de instituições de pesquisa respeitadas em todo o mundo relacionando o leite à prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares, obesidade e câncer. Exatamente ao contrário do que dizem aqueles que defendem a retirada parcial ou total do alimento do cardápio. Um dos estudos citados pela nutricionista associa os ácidos graxos (as gorduras) presentes no leite à redução do colesterol ruim, ajudando, assim, a diminuir os riscos de infarto.

Já a nutricionista Silvia Cozzolino, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, não nega o fato comprovado pelas pesquisas de que a maior parte da população mundial pode ser intolerante à lactose. Mas afirma que a intolerância pode ser mais ou menos intensa. E garante: “Um copo diário de leite não chega a causar reação na maioria das pessoas, mesmo porque existem no mercado opções do produto com baixos teores de lactose”. Para quem não vive sem leite, ela sugere: em vez de cortá-lo totalmente, vale reduzir a dose. Além disso, iogurte, coalhada, cottage e outros queijos magros podem ser mantidos tranquilamente na dieta. No processo de industrialização, a lactose é transformada em ácido láctico, facilmente digerível até pelos estômagos mais sensíveis.

Alergia às proteínas

Para a turma do contra, a intolerância à lactose não é o problema mais sério relacionado ao leite. “Complicada mesmo é a alergia às proteínas, principalmente a betalactoglobulina e a caseína. O organismo humano não tem enzimas que possam digerir essas substâncias”, diz a nutricionista Denise Madi Carreira. Há dez anos, ela resolveu pesquisar o leite depois de, a pedido do pediatra, eliminá-lo da alimentação de seu filho, de 12 anos, que, até então, sofria de rinite, sinusite e bronquite. Depois disso, o garoto nunca mais precisou tomar remédio. “O leite estimula a produção de muco, que, em excesso, está relacionado a uma série de problemas respiratórios”, explica George Eliane Silva, clínico-geral, homeopata e nutrólogo. Sua opinião é compartilhada por vários profissionais que defendem a restrição ao consumo de leite.

Denise continua estudando o assunto até hoje e uma de suas conclusões é que as proteínas do leite não digeridas alteram a parede intestinal, responsável pela absorção dos nutrientes. “Essa alteração permite que as moléculas tóxicas, que seriam excretadas, entrem na corrente sanguínea, deixando o organismo mais vulnerável a doenças.” Por isso, alguns médicos e nutricionistas optam por retirar não só o leite como todos os laticínios da dieta de seus pacientes alérgicos. Ao contrário do que acontece com a lactose, não existe um processo industrial que faça a pré-digestão das proteínas. A alergia às proteínas lácteas não é diagnosticada com facilidade, e não há um exame 100% confiável. Muitas vezes, quando identificada, a doença já afetou o organismo.

Segundo a nutróloga Berenice Wilke, da Associação Brasileira de Medicina Complementar, todo leite animal (vaca, cabra e búfala) pode causar alergia por ser de difícil digestão. Uma saída seria substituí-lo pelo de soja (aquele do tipo original, sem sabor de fruta). Ele tem teor de proteína semelhante ao do leite de vaca e existem versões enriquecidas com cálcio. Maria Luiza não concorda e rebate com dados de mais uma pesquisa a favor da bebida. “O CLA, um ácido graxo presente na gordura do leite, tem propriedades anticancerígenas.” Como você vê, a discussão só está começando.

Leite pode causar até depressão?
É no intestino que boa parte da serotonina, o neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e pela diminuição do apetite por carboidratos, é produzida. Quando as funções do intestino são prejudicadas — seja pela presença indigesta de um alimento ou por outro tipo de distúrbio —, a produção de serotonina fica comprometida. E a falta dessa substância no organismo está associada à depressão. “Se a causa do problema não é combatida, não adianta tomar antidepressivo”, diz Joaquim Ambrósio Trebbi Gonçalves, do Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

Médico ortomolecular e especialista em cardiologia, nutrição e medicina intensiva, ele é o supervisor técnico do livro Leite: Alimento ou Veneno? (editora Ground), do americano Robert Cohen, recém-lançado no Brasil. Na publicação, Cohen, psicólogo especializado em psicobiologia, lista outras doenças que poderiam ser desencadeadas pelo consumo de leite. O autor relaciona, inclusive, diversos tipos de tumor ao acúmulo no organismo dos hormônios do crescimento bovino, usados para aumentar a produção de leite. Essa relação aparece também no livro O Leite Que Ameaça as Mulheres, do francês Raphaël Nogier (Ícone Editora). Pesquisas recentes, feitas na Austrália e divulgadas pela Sociedade Brasileira de Diabetes, levantaram a suspeita de que a proteína do leite pode ser um gatilho para o diabetes tipo 1 em pessoas que já tenham uma predisposição para a doença. Mas são estudos iniciais, ainda sem confirmação definitiva. O médico grego Fedon Alexander Lindberg escreve no livro A Dieta dos Deuses (Editora Gente) que, consumido com moderação, o leite pode fazer parte de uma dieta balanceada desde que o organismo o tolere bem. Mas avisa: “Nenhum outro animal ingere leite de espécies diferentes após o período de lactação”. E conclui: o ser humano se mantém saudável sem consumir leite. Afinal, 1,2 bilhão de habitantes da China sobrevivem muito bem sem laticínios. Sua preocupação é o risco de osteoporose? Segundo Fedon, os escandinavos, grandes consumidores da bebida, apresentam frequente incidência de perda de massa óssea.

Como repor o cálcio?
Sem dúvida, o leite (e derivados) é campeão absoluto de cálcio, mineral mais que importante para garantir ossos fortes. Mas, veja bem: não basta incluí-lo no cardápio. Para manter o equilíbrio ideal de cálcio, o organismo não depende apenas da ingestão mas também da absorção desse mineral. Segundo especialistas, o cálcio necessita de outros minerais como o boro, o magnésio e o manganês para ser fixado nos ossos. E a presença desses nutrientes depende diretamente de uma alimentação balanceada. As folhas escuras, como couve, brócolis, chicória, almeirão, escarola e mostarda, têm de sobra tanto o cálcio como os outros minerais citados. Um prato de sobremesa dessas verduras todos os dias, no almoço ou no jantar, dá conta de repor o cálcio que o corpo precisa. Outra alternativa, segundo a nutricionista Vanderlí Marchiori, é incluir nas receitas diárias uma pasta de gergelim chamada tahine, tempero de origem árabe encontrado nos supermercados. Ela sugere também o consumo diário de uma colher de sobremesa da mistura de sementes de linhaça, girassol (sem casca) e gergelim. Vanderlí ressalta que, quando o manganês, o magnésio e o boro são insuficientes, o cálcio fica circulando pelo organismo, podendo causar artrite, bursite e cálculos renais. Já para repor as proteínas do leite de modo satisfatório, a nutricionista recomenda leite de soja, tofu (queijo de soja), frango, peixe e carne vermelha magra, ovo, feijão, grão-de-bico e lentilha, por exemplo.

Leite pode causar até depressão?
É no intestino que boa parte da serotonina, o neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e pela diminuição do apetite por carboidratos, é produzida. Quando as funções do intestino são prejudicadas — seja pela presença indigesta de um alimento ou por outro tipo de distúrbio —, a produção de serotonina fica comprometida. E a falta dessa substância no organismo está associada à depressão. “Se a causa do problema não é combatida, não adianta tomar antidepressivo”, diz Joaquim Ambrósio Trebbi Gonçalves, do Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

Médico ortomolecular e especialista em cardiologia, nutrição e medicina intensiva, ele é o supervisor técnico do livro Leite: Alimento ou Veneno? (editora Ground), do americano Robert Cohen, recém-lançado no Brasil. Na publicação, Cohen, psicólogo especializado em psicobiologia, lista outras doenças que poderiam ser desencadeadas pelo consumo de leite. O autor relaciona, inclusive, diversos tipos de tumor ao acúmulo no organismo dos hormônios do crescimento bovino, usados para aumentar a produção de leite. Essa relação aparece também no livro O Leite Que Ameaça as Mulheres, do francês Raphaël Nogier (Ícone Editora). Pesquisas recentes, feitas na Austrália e divulgadas pela Sociedade Brasileira de Diabetes, levantaram a suspeita de que a proteína do leite pode ser um gatilho para o diabetes tipo 1 em pessoas que já tenham uma predisposição para a doença. Mas são estudos iniciais, ainda sem confirmação definitiva. O médico grego Fedon Alexander Lindberg escreve no livro A Dieta dos Deuses (Editora Gente) que, consumido com moderação, o leite pode fazer parte de uma dieta balanceada desde que o organismo o tolere bem. Mas avisa: “Nenhum outro animal ingere leite de espécies diferentes após o período de lactação”. E conclui: o ser humano se mantém saudável sem consumir leite. Afinal, 1,2 bilhão de habitantes da China sobrevivem muito bem sem laticínios. Sua preocupação é o risco de osteoporose? Segundo Fedon, os escandinavos, grandes consumidores da bebida, apresentam frequente incidência de perda de massa óssea.

Como repor o cálcio?
Sem dúvida, o leite (e derivados) é campeão absoluto de cálcio, mineral mais que importante para garantir ossos fortes. Mas, veja bem: não basta incluí-lo no cardápio. Para manter o equilíbrio ideal de cálcio, o organismo não depende apenas da ingestão mas também da absorção desse mineral. Segundo especialistas, o cálcio necessita de outros minerais como o boro, o magnésio e o manganês para ser fixado nos ossos. E a presença desses nutrientes depende diretamente de uma alimentação balanceada. As folhas escuras, como couve, brócolis, chicória, almeirão, escarola e mostarda, têm de sobra tanto o cálcio como os outros minerais citados. Um prato de sobremesa dessas verduras todos os dias, no almoço ou no jantar, dá conta de repor o cálcio que o corpo precisa. Outra alternativa, segundo a nutricionista Vanderlí Marchiori, é incluir nas receitas diárias uma pasta de gergelim chamada tahine, tempero de origem árabe encontrado nos supermercados. Ela sugere também o consumo diário de uma colher de sobremesa da mistura de sementes de linhaça, girassol (sem casca) e gergelim. Vanderlí ressalta que, quando o manganês, o magnésio e o boro são insuficientes, o cálcio fica circulando pelo organismo, podendo causar artrite, bursite e cálculos renais. Já para repor as proteínas do leite de modo satisfatório, a nutricionista recomenda leite de soja, tofu (queijo de soja), frango, peixe e carne vermelha magra, ovo, feijão, grão-de-bico e lentilha, por exemplo.

Leite pode causar até depressão?
É no intestino que boa parte da serotonina, o neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e pela diminuição do apetite por carboidratos, é produzida. Quando as funções do intestino são prejudicadas — seja pela presença indigesta de um alimento ou por outro tipo de distúrbio —, a produção de serotonina fica comprometida. E a falta dessa substância no organismo está associada à depressão. “Se a causa do problema não é combatida, não adianta tomar antidepressivo”, diz Joaquim Ambrósio Trebbi Gonçalves, do Hospital da Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

Médico ortomolecular e especialista em cardiologia, nutrição e medicina intensiva, ele é o supervisor técnico do livro Leite: Alimento ou Veneno? (editora Ground), do americano Robert Cohen, recém-lançado no Brasil. Na publicação, Cohen, psicólogo especializado em psicobiologia, lista outras doenças que poderiam ser desencadeadas pelo consumo de leite. O autor relaciona, inclusive, diversos tipos de tumor ao acúmulo no organismo dos hormônios do crescimento bovino, usados para aumentar a produção de leite. Essa relação aparece também no livro O Leite Que Ameaça as Mulheres, do francês Raphaël Nogier (Ícone Editora). Pesquisas recentes, feitas na Austrália e divulgadas pela Sociedade Brasileira de Diabetes, levantaram a suspeita de que a proteína do leite pode ser um gatilho para o diabetes tipo 1 em pessoas que já tenham uma predisposição para a doença. Mas são estudos iniciais, ainda sem confirmação definitiva. O médico grego Fedon Alexander Lindberg escreve no livro A Dieta dos Deuses (Editora Gente) que, consumido com moderação, o leite pode fazer parte de uma dieta balanceada desde que o organismo o tolere bem. Mas avisa: “Nenhum outro animal ingere leite de espécies diferentes após o período de lactação”. E conclui: o ser humano se mantém saudável sem consumir leite. Afinal, 1,2 bilhão de habitantes da China sobrevivem muito bem sem laticínios. Sua preocupação é o risco de osteoporose? Segundo Fedon, os escandinavos, grandes consumidores da bebida, apresentam frequente incidência de perda de massa óssea.

Como repor o cálcio?
Sem dúvida, o leite (e derivados) é campeão absoluto de cálcio, mineral mais que importante para garantir ossos fortes. Mas, veja bem: não basta incluí-lo no cardápio. Para manter o equilíbrio ideal de cálcio, o organismo não depende apenas da ingestão mas também da absorção desse mineral. Segundo especialistas, o cálcio necessita de outros minerais como o boro, o magnésio e o manganês para ser fixado nos ossos. E a presença desses nutrientes depende diretamente de uma alimentação balanceada. As folhas escuras, como couve, brócolis, chicória, almeirão, escarola e mostarda, têm de sobra tanto o cálcio como os outros minerais citados. Um prato de sobremesa dessas verduras todos os dias, no almoço ou no jantar, dá conta de repor o cálcio que o corpo precisa. Outra alternativa, segundo a nutricionista Vanderlí Marchiori, é incluir nas receitas diárias uma pasta de gergelim chamada tahine, tempero de origem árabe encontrado nos supermercados. Ela sugere também o consumo diário de uma colher de sobremesa da mistura de sementes de linhaça, girassol (sem casca) e gergelim. Vanderlí ressalta que, quando o manganês, o magnésio e o boro são insuficientes, o cálcio fica circulando pelo organismo, podendo causar artrite, bursite e cálculos renais. Já para repor as proteínas do leite de modo satisfatório, a nutricionista recomenda leite de soja, tofu (queijo de soja), frango, peixe e carne vermelha magra, ovo, feijão, grão-de-bico e lentilha, por exemplo.

Alimentos que limpam, desincham e afinam a cintura



Descubra quais são os alimentos que vão ajudar você a afinar a cintura


Saiba quais são os alimentos mágicos
Cereais, frutas e folhas frescas, suplementos e ervas secas
A nutricionista Lucyanna Kalluf explica que essa turma é importante na recuperação do seu organismo (e das medidas da cintura) depois de um dia de exageros à mesa

Arroz integral
Contém fitoquímicos (orizanol e fitoesteróis) que tem o poder reduzir a absorção da gordura pelo organismo. Também é rico em fibras, que fazem a faxina do intestino.

Farelo de aveia
Tem betaglucanas, substâncias que estimulam o organismo a absorver menos a gordura vinda dos alimentos. Suas fibras melhoram o trânsito intestinal, contribuindo para limpar o intestino, além de prolongar a sensação de saciedade.

Alface
Carrega substâncias (clorofila + flavonoides) que, combinadas, contribuem para diminuir o excesso de líquido, o que faz desinchar.

Couve
Entre vários nutrientes importantes, tem alto teor de clorofila, substância que ajuda a limpar o organismo, especialmente o intestino. Esse nutriente ainda protege o fígado dos efeitos nocivos das bebidas alcoólicas.

Cenoura
A combinação de vitaminas desse legume estimula o metabolismo que costuma ficar mais lento depois de um processo de digestão difícil. Ainda carrega dois minerais, silício e potássio, que trabalham juntos na eliminação do excesso de líquido no organismo.

Abacaxi
A enzima bromelina presente na fruta facilita a digestão dos alimentos ricos em proteína (carne, peixe, frango). E suas fibras aumentam a saciedade.

Melancia
Carregada de fibras e água, desincha e limpa o organismo. Para oferecer um efeito diurético ainda mais eficiente, você pode bater a fruta com as sementes e coar o suco.

Kiwi
Rico em clorofila (e por isso que, mesmo madura, a fruta tem cor verde), limpa o organismo. Os minerais que ele carrega (cálcio, magnésio, potássio) diminuem o inchaço e as fibras estimulam o intestino.

Mel
Rico em frutose, equilibra o pH do sangue e os níveis de açúcar. E, como diminui o desejo de doce, no dia da dieta ajuda você a esquecer o pavê de chocolate que sobrou da festa.

Cavalinha e hibisco
Facilitam a digestão, desincham e têm efeito levemente laxante, especialmente o hibisco. A cavalinha ainda repõe potássio e silício, minerais importantes para a recuperação do organismo que trabalha em dobro quando você come mais do que o normal.

Camomila e melissa
Contêm substâncias (o flavonoide apigenina, na camomila, e óleos essenciais, na melissa) com efeito relaxante, proporcionando uma boa noite de sono.

Levedo de cerveja
Rico em vitaminas do complexo B e minerais (cálcio, cobre, cromo, magnésio, potássio, selênio, silício e zinco), diminui a absorção do açúcar. Além disso, facilita a recuperação do fígado, que fica especialmente sobrecarregado nos dias de comilança.

Cereais integrais reduzem a barriga

Se você quer diminuir as chances de câncer e diabete, manter o peso, varrer o excesso de colesterol, evitar inflamações pelos vasos e, de quebra, perder a famigerada barriga, a dica mais quente dos experts em nutrição é uma só


Por que eles são bons?
Aveia, milho, trigo, arroz, centeio e cevada esse é um grupo de cascas-grossas. Tachá-los assim não é nenhuma ofensa. Por serem duros na quebra, seus invólucros protegem nutrientes e outras substâncias cada vez mais valorizadas pelos estudiosos da dieta como ferramenta de prevenção. Por isso, a tendência é incluí-los em todas as refeições do dia, conta a nutricionista Mariana Del Bosco, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Abeso. Antes, o consumo dos cereais integrais era mais associado ao café-da-manhã.

Um grupo de pesquisadores da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, deu mais um bom motivo para isso: comer integrais ajuda a reduzir a barriga. E a questão aqui vai além da estética. A gordura abdominal deve ser eliminada porque é o estopim de problemas fatais, como o infarto, sentencia Heather Katcher, líder do trabalho. Cientistas gregos da Universidade Harokopio já encontraram uma pista de por que os integrais encolhem a cintura. Por meio de exames, notaram que seus consumidores fiéis têm níveis mais equilibrados de adiponectina, uma substância que age nas células gordas do abdômen, fazendo-as murchar.

Muito antes de se descobrir que encher o cardápio de itens integrais ajudaria a afastar ameaças graves, como os tumores, eles já eram recomendados para acabar com a prisão de ventre, por serem imbatíveis em matéria de fibras. Elas, afinal, formam um bolo dentro do intestino, que pressiona suas paredes e contribui para suas contrações, descreve a nutricionista Samantha Macedo, da Equilibrium Consultoria em Nutrição, que fica em São Paulo. Mas, aí, é fundamental que esses cereais sejam ingeridos acompanhados de bons goles de água ou de outras bebidas. Sem líquidos, o resultado é o inverso. As fibras ficam malparadas ali dentro, atrapalhando o trânsito de vez.

Riqueza sob a casca
Mas nem só de fibras vivem os integrais. Justamente por não terem passado por nenhum processo de refinamento, esses alimentos têm teores mais elevados de certos nutrientes em comparação com seus equivalentes clarinhos, macios e sem casca. As vitaminas do complexo B deles estão em quantidades bem maiores, nota a nutricionista Norka Beatriz Barrueto González, professora da Universidade Estadual Paulista, em Botucatu. Esse grupo de nutrientes é essencial para o sistema nervoso, entre outras funções.

Há mais riquezas sob a casca dura. Cereais não refinados são ótimas fontes de minerais como o zinco, o magnésio e o fósforo trio que atua no sistema imunológico e fortalece o esqueleto. Para enriquecer a lista, temos compostos antioxidantes, que combatem moléculas causadoras de danos às células. Uma das estrelas nessa atuação é a vitamina E, que protege contra tumores e justifica, em parte, as observações recentes sobre o consumo de integrais e a prevenção do câncer.

Por fim, não podemos nos esquecer do carboidrato. Ora, todo cereal oferece um bocado desse nutriente, fonte de energia, que deveria compor até 65% da nossa dieta que nos perdoem os que temem sua fama de engordativo por essa porcentagem realista. O fato é que, nos integrais, seu poder de elevar o ponteiro da balança acaba sob controle.

Três porções diárias de cereais integrais é o mínimo recomendado segundo a pirâmide alimentar brasileira, conta a professora Silvia Cozzolino, da USP. O máximo é seis. Ultrapassar essa dose e cair no exagero pode atrapalhar o aproveitamento de nutrientes como o cálcio. Isso porque os alimentos que não sofreram refinação costumam carregar uma substância conhecida como fitato. E esse, por sua vez, compete na absorção de minerais, como o dos ossos. Excessos nunca são bem-vindos, nem mesmo quando se trata de alimentos pra lá de nutritivos.

Por outro lado, se você acredita que a meta de três a seis porções diárias proposta pelos experts é inalcançável, vamos mostrar que a tarefa não é das mais difíceis. Dá para começar logo cedo, caprichando no café-da-manhã. Aveia e cereais matinais à base de milho ou de trigo são itens que caem bem. Já o arroz e a cevada podem ser apreciados no almoço e no jantar. Enquanto pães de centeio são perfeitos para os lanches.

Sabor de palha?
Agora, se a sua boca não enche de água quando o cardápio é recheado de cereais integrais, não pense que você é um caso único. Tem muita gente por aí que torce mesmo o nariz e passa longe desse tipo de alimento por acreditar que é insosso. Esse preconceito remonta à época em que o prato integral era cozido apenas em água e com uma pitada de sal, lembra a nutricionista Andréa Esquivel, especialista em gastronomia e professora da Universidade Norte do Paraná, a Unopar. Isso mudou, vamos deixar claro.

Abusar de ervas e especiarias na hora de temperar é um dos segredinhos para tornar tudo mais saboroso, ensina a nutricionista e professora de gastronomia Maria Cecília Corsi, da capital paulista. Pelas inúmeras vantagens dos integrais, vale a pena experimentar alguns truques para que eles sejam parte da sua vida



Confira os benefícios
Um trabalho da Universidade de Wollongong, na Austrália, comprova que os cereais integrais combatem o ganho de peso. O esvaziamento gástrico é mais lento e isso contém a fome, diz a nutricionista Silvia Cozzolino, professora da Universidade de São Paulo, a USP. Com o estômago cheio, o cérebro recebe sinais e breca a vontade de comer.

Longe do diabete
O consumo de integrais também interfere nos picos de glicose e regula os níveis de insulina, poupando o pâncreas de trabalhos extras. Esse efeito já está mais do que demonstrado, mas sempre pipocam mais e mais trabalhos sobre essa vantagem.

Artérias blindadas
Os níveis de colesterol tendem a cair quando os cereais entram no cardápio. Eles diminuem a síntese dessa substância no fígado, diz a professora Silvia. Uma pesquisa da Universidade da Pensilvânia revela outro benefício para a circulação: a diminuição dos níveis de proteína C-reativa, substância que está por trás de inflamações nos vasos, uma espécie de pontapé inicial das temidas placas de aterosclerose.

Pulmões a salvo
Um estudo realizado na Universidade Groningen, na Holanda, associa esses cereais com um menor risco para crises de asma. O trabalho foi realizado com 598 estudantes e, entre os fãs de comida integral, os brônquios não passavam por tantos apertos. Mas a razão por trás desse feito dos cereais ainda não está bem esclarecida.

O corpo inteiro ganha quando você passa a comer esses grãos



Os grãos

Centeio

Sua farinha é uma excelente fonte de fósforo, nutriente famoso por fazer dobradinha com o cálcio na mineralização dos ossos. Trabalhos também apontam sua participação na memória.


Aveia

Ela é a melhor fonte de betaglucana entre os cereais. Essa substância, que é um tipo de fibra, se liga à água e forma uma espécie de gel que arrasta o excesso de gorduras, caso do colesterol, para fora do nosso organismo.


Trigo

Esse cereal só perde para a ostra como fonte de zinco, um nutriente cada vez mais badalado pela atuação na imunidade. O mineral participa da maturação dos linfócitos, grupo de células defensoras que destrói microorganismos e, assim, barra doenças como resfriados logo nos primeiros sintomas.


Cevada

Seu ponto forte é o magnésio, um mineral que constitui o tecido ósseo e que, portanto, ajuda a afastar a osteoporose. Ele também participa de reações do sistema nervoso, daí que seu déficit provoca uma tremenda irritabilidade.


Milho

A cor denuncia a presença de carotenóides, pigmentos vegetais com ação antioxidante. Os grãos amarelos são ricos em luteína e zeaxantina, substâncias festejadas por proteger os olhos de encrencas como a degeneração macular.


Arroz

A versão integral desse cereal de origem asiática concentra um punhado de vitaminas do complexo B. Vale destacar a B6, que é fundamental para a produção de certos neurotransmissores, como a serotonina que está associada ao bem-estar. Ainda oferece B1, nutriente importante no aproveitamento de energia.


Para ser cereal...

...é preciso estar no grupo das gramíneas, ou seja, das plantas que crescem em ramos intercalados. Por essa razão, a badalada quinoa não está aqui. Ela é, na verdade, um pseudocereal. E para ser cereal integral é necessário possuir intactas as três estruturas descritas abaixo:


Farelo

É a parte externa, também chamada de casca. Oferece fibras e vitaminas do complexo B.


Endosperma

Trata-se da maior parte do grão. Ele está lotado de carboidrato em forma de amido. Contém ainda porções de proteína.


Gérmen

Ele é uma riqueza só. Oferece boas doses de vitaminas do complexo B, além de vitamina E, gordura poliinsaturada e minerais.


Dicas de preparo

Alguns macetes no preparo e no momento do consumo tornam os cereais integrais deliciosos

O bom do trigo
É comum o macarrão integral não incorporar muito bem o molho. Ele parece escorrer, não aderir à massa, estar sempre um pouco ralo. Por isso esse complemento precisa ser bem caprichado, mais grosso até. Aliás, o farelo de trigo pode entrar na receita do molho de tomate. O ingrediente melhora a textura, deixando tudo mais encorpado e ainda mais nutritivo, conta Maria Cecília.


Para incrementar o arroz

A idéia da nutricionista Maria Cecília Corsi é botar uma cebola para cada xícara de arroz e cozinhar os grãos com um pau de canela. Dá também para usar ervas como o tomilho e o manjericão, ensina. Mas é importante acrescentar bastante água. Para cada medida de arroz, use três de água, dá a dica Andréa Esquivel. Já o truque de Samantha Macedo é misturar o arroz com vegetais como cenoura ou brócolis.

Aveia
Versáteis, seus grãos enriquecem saladas de frutas e sucos. Sem falar nos mingaus. Mas acrescente aveia também em bolos, biscoitos e tortas. Prepare uma farinha com 1/3 de aveia em flocos finos, 1/3 de farinha de trigo e 1/3 de farelo de trigo, recomenda Maria Cecília. Em tempo: use essa farinha em sua receita no lugar da tradicional.

Petiscos de cevada
Ela estoura como pipoca, revela Andréa Esquivel. Ok, os flocos não ficam tão bonitos, mas o sabor é bem gostoso. Uma excelente alternativa para beliscar, garante. A cevada também faz as vezes do arroz junto de hortaliças e de carnes. E pode ser salpicada em saladas e vegetais cozidos. Outra boa pedida é incluí-la em sopas, no lugar do arroz de uma canja ou do macarrãozinho de outros caldos.



Confira os benefícios
Um trabalho da Universidade de Wollongong, na Austrália, comprova que os cereais integrais combatem o ganho de peso. O esvaziamento gástrico é mais lento e isso contém a fome, diz a nutricionista Silvia Cozzolino, professora da Universidade de São Paulo, a USP. Com o estômago cheio, o cérebro recebe sinais e breca a vontade de comer.

Longe do diabete
O consumo de integrais também interfere nos picos de glicose e regula os níveis de insulina, poupando o pâncreas de trabalhos extras. Esse efeito já está mais do que demonstrado, mas sempre pipocam mais e mais trabalhos sobre essa vantagem.

Artérias blindadas
Os níveis de colesterol tendem a cair quando os cereais entram no cardápio. Eles diminuem a síntese dessa substância no fígado, diz a professora Silvia. Uma pesquisa da Universidade da Pensilvânia revela outro benefício para a circulação: a diminuição dos níveis de proteína C-reativa, substância que está por trás de inflamações nos vasos, uma espécie de pontapé inicial das temidas placas de aterosclerose.

Pulmões a salvo
Um estudo realizado na Universidade Groningen, na Holanda, associa esses cereais com um menor risco para crises de asma. O trabalho foi realizado com 598 estudantes e, entre os fãs de comida integral, os brônquios não passavam por tantos apertos. Mas a razão por trás desse feito dos cereais ainda não está bem esclarecida.

O corpo inteiro ganha quando você passa a comer esses grãos

Os grãos

Centeio

Sua farinha é uma excelente fonte de fósforo, nutriente famoso por fazer dobradinha com o cálcio na mineralização dos ossos. Trabalhos também apontam sua participação na memória.


Aveia

Ela é a melhor fonte de betaglucana entre os cereais. Essa substância, que é um tipo de fibra, se liga à água e forma uma espécie de gel que arrasta o excesso de gorduras, caso do colesterol, para fora do nosso organismo.


Trigo

Esse cereal só perde para a ostra como fonte de zinco, um nutriente cada vez mais badalado pela atuação na imunidade. O mineral participa da maturação dos linfócitos, grupo de células defensoras que destrói microorganismos e, assim, barra doenças como resfriados logo nos primeiros sintomas.


Cevada

Seu ponto forte é o magnésio, um mineral que constitui o tecido ósseo e que, portanto, ajuda a afastar a osteoporose. Ele também participa de reações do sistema nervoso, daí que seu déficit provoca uma tremenda irritabilidade.


Milho

A cor denuncia a presença de carotenóides, pigmentos vegetais com ação antioxidante. Os grãos amarelos são ricos em luteína e zeaxantina, substâncias festejadas por proteger os olhos de encrencas como a degeneração macular.


Arroz

A versão integral desse cereal de origem asiática concentra um punhado de vitaminas do complexo B. Vale destacar a B6, que é fundamental para a produção de certos neurotransmissores, como a serotonina que está associada ao bem-estar. Ainda oferece B1, nutriente importante no aproveitamento de energia.


Para ser cereal...

...é preciso estar no grupo das gramíneas, ou seja, das plantas que crescem em ramos intercalados. Por essa razão, a badalada quinoa não está aqui. Ela é, na verdade, um pseudocereal. E para ser cereal integral é necessário possuir intactas as três estruturas descritas abaixo:


Farelo

É a parte externa, também chamada de casca. Oferece fibras e vitaminas do complexo B.


Endosperma

Trata-se da maior parte do grão. Ele está lotado de carboidrato em forma de amido. Contém ainda porções de proteína.


Gérmen

Ele é uma riqueza só. Oferece boas doses de vitaminas do complexo B, além de vitamina E, gordura poliinsaturada e minerais.


Dicas de preparo

Alguns macetes no preparo e no momento do consumo tornam os cereais integrais deliciosos

O bom do trigo
É comum o macarrão integral não incorporar muito bem o molho. Ele parece escorrer, não aderir à massa, estar sempre um pouco ralo. Por isso esse complemento precisa ser bem caprichado, mais grosso até. Aliás, o farelo de trigo pode entrar na receita do molho de tomate. O ingrediente melhora a textura, deixando tudo mais encorpado e ainda mais nutritivo, conta Maria Cecília.


Para incrementar o arroz

A idéia da nutricionista Maria Cecília Corsi é botar uma cebola para cada xícara de arroz e cozinhar os grãos com um pau de canela. Dá também para usar ervas como o tomilho e o manjericão, ensina. Mas é importante acrescentar bastante água. Para cada medida de arroz, use três de água, dá a dica Andréa Esquivel. Já o truque de Samantha Macedo é misturar o arroz com vegetais como cenoura ou brócolis.

Aveia
Versáteis, seus grãos enriquecem saladas de frutas e sucos. Sem falar nos mingaus. Mas acrescente aveia também em bolos, biscoitos e tortas. Prepare uma farinha com 1/3 de aveia em flocos finos, 1/3 de farinha de trigo e 1/3 de farelo de trigo, recomenda Maria Cecília. Em tempo: use essa farinha em sua receita no lugar da tradicional.

Petiscos de cevada
Ela estoura como pipoca, revela Andréa Esquivel. Ok, os flocos não ficam tão bonitos, mas o sabor é bem gostoso. Uma excelente alternativa para beliscar, garante. A cevada também faz as vezes do arroz junto de hortaliças e de carnes. E pode ser salpicada em saladas e vegetais cozidos. Outra boa pedida é incluí-la em sopas, no lugar do arroz de uma canja ou do macarrãozinho de outros caldos.



Dicas de preparo

Alguns macetes no preparo e no momento do consumo tornam os cereais integrais deliciosos

O bom do trigo
É comum o macarrão integral não incorporar muito bem o molho. Ele parece escorrer, não aderir à massa, estar sempre um pouco ralo. Por isso esse complemento precisa ser bem caprichado, mais grosso até. Aliás, o farelo de trigo pode entrar na receita do molho de tomate. O ingrediente melhora a textura, deixando tudo mais encorpado e ainda mais nutritivo, conta Maria Cecília.


Para incrementar o arroz

A idéia da nutricionista Maria Cecília Corsi é botar uma cebola para cada xícara de arroz e cozinhar os grãos com um pau de canela. Dá também para usar ervas como o tomilho e o manjericão, ensina. Mas é importante acrescentar bastante água. Para cada medida de arroz, use três de água, dá a dica Andréa Esquivel. Já o truque de Samantha Macedo é misturar o arroz com vegetais como cenoura ou brócolis.

Aveia
Versáteis, seus grãos enriquecem saladas de frutas e sucos. Sem falar nos mingaus. Mas acrescente aveia também em bolos, biscoitos e tortas. Prepare uma farinha com 1/3 de aveia em flocos finos, 1/3 de farinha de trigo e 1/3 de farelo de trigo, recomenda Maria Cecília. Em tempo: use essa farinha em sua receita no lugar da tradicional.

Petiscos de cevada
Ela estoura como pipoca, revela Andréa Esquivel. Ok, os flocos não ficam tão bonitos, mas o sabor é bem gostoso. Uma excelente alternativa para beliscar, garante. A cevada também faz as vezes do arroz junto de hortaliças e de carnes. E pode ser salpicada em saladas e vegetais cozidos. Outra boa pedida é incluí-la em sopas, no lugar do arroz de uma canja ou do macarrãozinho de outros caldos.

SUCO PRA DESITOXICAR

Vitamina Detox
A nutricionista Cynthia Antonaccio ensina uma receita de suco que libera as toxinas do organismo.

Ingredientes:
200ml de suco de laranja
1 fatia de abacaxi cortada na espessura de um dedo
2 folhas de couve

Preparo:
Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata até obter uma mistura homegênea.

Rendimento: 2 copos de 250ml

terça-feira, 8 de setembro de 2009

8 Alimentos que emagrecem

Leite

O CÁLCIO tem, sim, uma conexão com a redução de peso, segundo um estudo da Universidade do Tennessee, nos Es tados Unidos, feito com 32 obesos que seguiam dieta por três meses. Um gru po ingeriu até quatro por ções de leite desnatado por dia e o outro cortou 500 calorias do car dápio. O primeiro teve melhor resultado: a perda foi de 8,5 quilos em média. “O cálcio emite uma mensagem aos adipócitos para eles pararem de armazenar gordura e utilizá-la como fonte de energia”, diz a nutróloga Tamara Mazaracki, do Rio de Janeiro. O ideal é consumir mil miligramas de cálcio por dia, ou seja, quatro copos de leite desnatado


Peixe

SARDINHA, salmão e atum ajudam a emagrecer. Um estudo da Seafood Plus, que contou com a participação de cientistas de 17 países, concluiu que acrescentar 150 gramas (ou duas postas) desses peixes à dieta, três vezes por semana, ao longo de dois meses, pode promover uma perda de até 4,5 quilos em mulheres. “O alimento contém proteínas de alto valor biológico, que estimulam a saciedade, além de ácidos graxos essenciais, que potencializam
a queima calórica e dificultam o acúmulo de gordura”, afirma a nutricionista ortomolecular Fernanda Soares, do Rio de Janeiro.


Nozes

AS OLEAGINOSAS, frutas conhecidas pelo alto teor de gordura monoinsaturada, entre outros benefícios, prolongam a saciedade – mais precisamente em uma hora e meia, segundo estudo da Universidade Purdue, nos Estados Unidos. Devido ao valor energético (656 calorias em 100 gramas), a nutricionista Fabiana Case, do Harmonya Spa, no Rio de
Janeiro, recomenda ingerir entre seis e sete unidades de nozes sem sal, por dia, distribuídas entre os intervalos
das principais refeições.


Amaranto

O GRÃO dos Andes, usado como substituto do trigo ou misturado à sopa ou ao suco, é um bom aliado do emagrecimento: 1) um estudo publicado no The Journal of Nutritional Biochemistry, dos Estados Unidos, mostrou que o amaranto reduz a formação e o volume de gordura no abdome; 2) pesquisa do Centro Universitário Vila Velha, no Espírito Santo, verificou que 67% dos voluntários que consumiram cinco biscoitos feitos com farinha de amaranto sentiram menos fome à noite. “A semente é rica em fibras e proteínas de qualidade, comparáveis às do leite e superiores às da soja e do feijão”, diz a nutricionista Vanderli Marchiori, de São Paulo, que indica até 9 colheres (sopa) de amaranto por dia.


Grapefruit

A FRUTA oferece 94 calorias por unidade e uma bela dose de vitaminas do complexo B, que ajudam o organismo a aproveitar melhor os carboidratos como fonte de energia – quando isso não acontece, o excesso é armazenado em forma de gordura. “Estudo publicado no Journal of Medical Food, dos Estados Unidos, com 100 pessoas, apontou uma redução de 1,6 quilo em três meses no grupo que con sumiu grapefruit em vez de placebo”, comenta a nutricionista Marcella Amar, do Rio de Janeiro. Recomenda-se consumir três unidades por dia, uma em cada refeição.


Azeitona

O ÔMEGA 3 é o destaque. Segundo estudo publicado na revista Diabetes Care, da Associação Americana de Diabetes, ele impede o acúmulo de gordura na região abdominal. “A substância auxilia no controle da liberação de insulina no sangue, o que evita os picos de açúcar e, consequentemente, a compulsão alimentar”, diz a nutróloga Silvia Bretz, do Rio de Janeiro. Para atingir a recomendação diária de ômega 3 somente com azeitonas verdes, seriam necessárias 120 unidades. Como isso não é viável, a médica sugere substituí-las por 1 colher (sopa) de azeite extravirgem (90 calorias) e três azeitonas (15 calorias).


Feijão-branco

A PROTEÍNA faseolamina evita que 15% do carboidrato ingerido seja absorvido pelo organismo. Para isso, o feijão precisa ser transformado em farinha (triturado no processador e peneirado). A Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, ofereceu a farinha a obesos e, oito semanas depois, eles haviam perdido cerca de 1,7 quilo, e a taxa de triglicérides estava três vezes mais baixa. Copie: dilua 1 colher (café) da farinha em um copo de água e tome meia hora antes das refeições.


Pão

O CARBOIDRATO pode ajudar a emagrecer.“Consumido com moderação, o pão aumenta os níveis de triptofano no cérebro, substância precursora da serotonina, que, por sua vez, controla a ansiedade e a compulsão”, diz a nutricionista Cynthia Antonaccio, de São Paulo. Fique com a versão integral, que, de acordo com cientistas da Universidade de Rhode Island, nos Estados Unidos, ajudou a emagrecer 180 adultos que estavam com sobrepeso em seis meses. O motivo é a grande quantidade de fibras, que confere maior saciedade e previne ataques de gula. Para perder peso, consuma três porções de carboidrato diárias, ou seja, no máximo seis fatias de pão de forma integral light (204 calorias).

terça-feira, 25 de agosto de 2009




Eu experimentei!

11 Na academia, a aula de jump acontece no mesmo horário do spinning e nunca tive vontade de largar as pedaladas para pular no minitrampolim. Mas, como fui incumbida de escrever esta reportagem, resolvi experimentar a modalidade. Afinal, nada melhor do que sentir na pele o exercício antes de colocar os fatos no papel. E lá fui eu para o pula-pula. Em um primeiro momento, tive a sensação de que ia cair. Acredito que essa insegurança é natural – e nem durou muito tempo. Vou ser honesta: cheguei até o final da aula, porém senti uma ligeira tontura. A professora disse que é normal nas primeiras vezes. Mesmo assim, achei divertido. E o legal é que não há perigo de pagar um mico errando a coreografia, como no step. Saí bem cansada e com a sensação de ter deixado todo o stress na lona do equipamento. No dia seguinte, senti o trabalho muscular das coxas e do bumbum. Por isso, não é bom praticar jump no mesmo dia do treino de musculação para pernas, uma vez que os saltos deixam os músculos fadigados, o que pode atrapalhar o desempenho nos exercícios com peso. Eu adorei, agora é a sua vez de pular.


Abdominal

10 Deite com as costas bem apoiadas no centro do minitrampolim, flexione os joelhos e apoie os pés na borda do equipamento. As mãos podem ficar cruzadas atrás da cabeça (como na foto) ou cruzadas sobre o peito. Suba o tronco e a cabeça simultaneamente até formar um ângulo de 45 graus no máximo, sem que as vértebras lombares percam o contato com a lona do minitrampolim. Retorne à posição inicial e repita o movimento.


Intensidade
Iniciantes: 1 série de 10 repetições
Intermediário e avançado: 2 ou 3 séries de 10 a 30 repetições
Tempo pausa entre as séries: 1 minuto